A Fazenda Ceita Corê

SOBRE A FAZENDA

Uma terra com raízes profundas

Ceita Corê vem do tupi-guarani e significa “Terra de Meus Filhos”. O nome carrega a herança guarani da região e a história de uma família de criadores de gado, pioneira na criação de nelore no Mato Grosso do Sul. A fazenda foi fundada em 1966 por João Humberto Andrade Carvalho, e décadas depois a família decidiu abrir a porteira para receber visitantes.

Hoje a Fazenda Ceita Corê é uma das sedes mais tradicionais e bem estruturadas de Bonito/MS. E continua sendo fazenda: o casarão, o fogão a lenha, o rebanho, o doce no tacho. É também o lugar onde quatro quilômetros de trilha, seis cachoeiras e uma nascente de profundidade desconhecida recebem gente apaixonada por natureza todos os dias.

Bonito em agosto
Mata ciliar preservada ao longo do Rio Chapena, Fazenda Ceita Corê

Natureza preservada: a floresta que produz a água

A nascente do Rio Chapena não existe sem a mata em pé ao redor dela. E é por isso que a Fazenda Ceita Corê limita o número de visitantes por horário e mantém a floresta sob estudo técnico: um levantamento de flora feito com pesquisadores da UFGD catalogou 126 espécies de plantas no entorno da nascente, entre aroeiras, ipês, jatobás, perobas, angicos e bacuris centenários cobertos de bromélias e orquídeas.

Você caminha no meio desta floresta, por quatro quilômetros de trilha e vai sendo impactado por coisas que só acontecem aqui. Por exemplo, o bacuri dá fruto quase o ano inteiro e vira refeitório de arara, papagaio, quati e tatu. E as figueiras nascem em cima dos bacuris: germinam entre as folhas da palmeira, lançam raízes até o chão e crescem mais alto que ela. Quando a palmeira morre, o tronco oco que sobra vira a casa de animais.

Observação de aves: 188 espécies em uma só fazenda

A Fazenda Ceita Corê fica numa zona de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, e isso impacta na nossa fauna. Mais de 180 espécies de aves já foram registradas na fazenda. Isso representa mais de um quarto de todas as aves que existem no Mato Grosso do Sul. Treze delas vêm de longe, do sul da América do Sul, e passam períodos por aqui: Tesourinha, Suiriri, Andorinha-do-Campo, Sabiá-Poca.

diversos pássaros voando