Nascente do Rio Chapena
Um rio nasce no coração da Fazenda Ceita Corê
A água do Rio Chapena não chega até aqui: é aqui que ela nasce. A nascente é uma surgência cárstica, o ponto em que o aquífero volta à superfície e um rio passa a existir. Está cadastrada sob o código MS-79 no Cadastro Nacional de Cavernas e é um dos 54 geossítios do território do Geoparque Bodoquena-Pantanal, reconhecidos por decreto estadual.
São cerca de 16.500 litros por minuto brotando de dentro da terra. É como encher uma piscina olímpica em pouco mais de duas horas e meia. E esse volume é estável ao longo do ano.
Descobrimos 155 metros, mas este não é o ponto final.
A água não brota de uma fenda no chão. Ela sai de uma caverna submersa que ninguém sabe a profundidade.
Mergulhadores já desceram 155 metros e não encontraram o fundo. Isso equivale à altura de um prédio de cinquenta andares. E ainda assim é apenas o ponto até onde um ser humano conseguiu chegar.
Da superfície, conseguimos ver as bolhas de ar subindo do interior da caverna e o azul da água vai mudando de tom conforme encontra a luz.
Mais transparente que a água potável
Em um estudo técnico, os especialistas mediram turbidez entre 0,3 e 0,7 NTU. A norma brasileira de potabilidade admite turbidez até 5 NTU. A visibilidade é classificada como excelente e o laudo resultante do estudo utilizou a expressão “transparência absoluta da água”.
A temperatura média é de 23°C. E é por isso que a nascente é agradável para snorkel em qualquer época do ano.
Uma simples caminhada.
Todos os nossos visitantes podem chegar até a Nascente do Rio Chapena. Acompanhados por um guia, com sapatilha, colete, snorkel e máscara, o visitante é convidado a entrar na água e observar com os seus próprios olhos um mundo que só quem foi consegue explicar: uma natureza intocável, com plantas, peixes e uma água extremamente cristalina nascendo da caverna.
Para aqueles que preferem a contemplação fora da água, os decks proporcionam o conforto necessário para a observação do ambiente ao redor.
Há residentes nessas águas
Um levantamento técnico identificou oito espécies de peixes na nascente, três delas circulando livremente entre o lago iluminado e a zona escura do interior da caverna. Na entrada da cavidade, os lambaris se concentram aos milhares recepcionando os visitantes assim que colocam o rosto na água.
A floresta que produz essa água
A nascente não existe sozinha. Um levantamento de flora catalogou 126 espécies de plantas em 40 famílias botânicas no entorno da nascente, com dossel de até 20 metros. A conclusão do estudo é direta: a floresta é um produtor de água. A quantidade e a qualidade do que sai da nascente dependem da mata que está ao seu redor.
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